Por Bauman
"Todo tipo de ordem social produz determinadas fantasias dos perigos que lhe ameaçam a identidade. Cada sociedade, porém, gera fantasias elaboradas segundo sua própria medida – segundo a medida do tipo de ordem social que se esforça em ser."
"A sociedade que obtém padrões de comportamento para uma ordem mais estável daqueles seus integrantes que se viram expulsos, ou estão prestes a ser expulsos, de suas posições de produtores, e definidos em vez disso, primordialmente, como consumidores, desencoraja a fundamentação da esperança em ações coletivas. (...) Ao contrário do processo produtivo, o consumo é uma atividade individual. Ele também coloca os indivíduos em campos opostos, em que freqüentemente se atacam."
"Os ‘demônios interiores’ desse tipo de sociedade nascem dos poderes de sedução do mercado consumidor."
"De todos os lugares, por intermédio de todos os meios de comunicação, a mensagem surge forte e clara: não existem modelos, exceto os de apoderar-se de mais, e não existem normas, exceto o imperativo de ‘saber aproveitar as cartas de que se dispõe’. (...) Os jogadores incapazes e indolentes devem ser mantidos fora do jogo. Eles são o refugo do jogo, mas um produto que o jogo não pode parar de sedimentar sem emperrar. Além disso, há outra razão por que o jogo não se beneficiaria em deter a produção de refugo: é necessário mostrar aos que permanecem no jogo as horripilantes cenas (como se lhes diz) da outra única alternativa – a fim de que estejam aptos e dispostos a suportar as agruras e tensões geradas pela vida vivida como jogo.
‘Os excluídos do jogo’ (os consumidores falhos- os consumidores insatisfatórios, aqueles cujos meios não estão à altura dos desejos, e aqueles que recusaram a oportunidade de vencer enquanto participavam do jogo de acordo com as regras oficiais) são exatamente a encarnação dos ‘demônios interiores’ peculiares à vida do consumidor. Seu isolamento em guetos e sua incriminação, a severidade dos padecimentos que lhe são aplicados, a crueldade do destino que lhes é imposto, são – metaforicamente falando – todas as maneiras de exorcizar tais demônios interiores e queimá-los em efígie. As margens incriminadas servem de esgotos para onde os eflúvios inevitáveis, mas excessivos e venenosos, da sedução consumista são canalizados, de modo que as pessoas que conseguem permanecer no jogo do consumismo não se preocupem com o estado da própria saúde"
Contribuição de Gisele Jorgetti
28/08/2010
27/08/2010
"O Futuro do Mundo do Homem"
Por J.L. MORENO
“Mas a invenção da bomba nos deu uma excelente lição de quão loucas são as guerras entre os homens e quão instável e insegura é a base de todas as existências humanas. Precisamos uns dos outros, mas continuamos a nos combater uns aos outros.”
“Um sistema da sociedade deve ser realizado para que todas as pessoas lhe pertençam espontaneamente, não apenas ‘por consentimento’, mas como ‘iniciadores’; sem exceção, não 99,9%, mas literalmente e numericamente todas as pessoas vivas.”
Colaboração de Gisele Jorgetti
“Mas a invenção da bomba nos deu uma excelente lição de quão loucas são as guerras entre os homens e quão instável e insegura é a base de todas as existências humanas. Precisamos uns dos outros, mas continuamos a nos combater uns aos outros.”
“Um sistema da sociedade deve ser realizado para que todas as pessoas lhe pertençam espontaneamente, não apenas ‘por consentimento’, mas como ‘iniciadores’; sem exceção, não 99,9%, mas literalmente e numericamente todas as pessoas vivas.”
Colaboração de Gisele Jorgetti
05/07/2010
Junho em JOANAS DE JOÃO - quarta parte
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"(...) o homem comum tornou-se uma vítima impotente dos mecanismos ocultos de vigilância, do olhar invisível que dissemina a suspeita como técnica de controle social. (...) pode-se, pois, pensar que a escuridão tornou-se o ambiente do contrapoder. A escuridão, inclusive a escuridão onírica, se situa no preâmbulo da insubmissão. E ela se tornou não só a contraluminosidade do sonho, mas estabeleceu também que as sombras constituem o cenário próprio da transgressão no mundo atual, isto é, o cenário do desafio à ordem e ao poder." (José de Souza Martins)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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28/06/2010
Junho em JOANAS DE JOÃO - terceira parte
"A coragem não é um esforço da inteligência, é um sentimento, assim como o temor; (..)não é, pois, um simples contrapeso do perigo destinado a neutralizar os efeitos deste, mas uma grandeza específica". (Carl Von Clauzewitz)a
Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.23/06/2010
Junho em JOANAS DE JOÃO - segunda parte
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"Um espaço, um espaço vazio, indeterminado, sem limites - um silêncio. Um espaço como uma busca de um fundo, de uma fundação, procura de um fundo de pedras, mas também do lugar das raízes e das origens". (Carmem da Poian)
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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
Junho em JOANAS DE JOÃO - primeira parte
"Em nossa civilização que põe luz em todos os cantos, que põe eletricidade no porão, não se vai mais ao porão segurando vela. O sonhador de porões sabe que as paredes do porão são paredes enterradas, peredes de um lado só, que têm toda a terra do outro lado. E por isso o drama aumenta , e o medo se exagera.
O porão é pois a loucura enterrada, dramas murados". (Carmem da Poian)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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O porão é pois a loucura enterrada, dramas murados". (Carmem da Poian)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
03/06/2010
Tem início os trabalhos de "Joanas de João"
No princípio de tudo, a sociedade era regida por princípios Matriarcais. Foi um período marcado pelo arquétipo da “Grande Mãe”, quando o “Feminino” ocupava uma posição de destaque.
A seguir, houve uma grande transformação, e as “Divindades Masculinas” passaram ao lugar hegemônico, dando início ao “Patriarcado”.
Com o advento do Cristianismo, os valores patriarcais assumiram em definitivo o comando social. A partir de então – e progressivamente – o universo “Feminino” foi rejeitado e expurgado do seio das comunidades.
Observa-se em nossa sociedade patriarcal um dinamismo marcado pela valorização exacerbada dos aspectos ligados ao “Masculino” (a objetividade, a percepção, o pensamento, a iniciativa e a luta heróica) em detrimento dos valores “Femininos” (a intuição, o sentimento, a sensibilidade, a criatividade, a receptividade e o esforço paciente).
Como decorrência, vemos a mulher ocidental acabar por assimilar características que escapam à sua essência mais profunda, numa tentativa de se readaptar ao mundo do homem, incorporando seus valores.
As “Deusas” foram renegadas ao porão da vida. Os valores da “Grande Mãe” foram caçados como fossem bruxas que, depois de queimadas, tiveram suas cinzas sopradas ao vento.
Em nossa tradição social judaico-cristã, o exercício e a implantação do domínio patriarcal dá-se, via de regra, através de mecanismos repressivos, à custa de um sofrimento capaz de mutilar a personalidade integral do indivíduo.
Assim, a marca de nossa sociedade é a perda de seu próprio significado. Vivemos uma crise ética sem precedentes, mergulhados que estamos numa cultura desagregadora, excludente e que privilegia a inexistência de vínculos interpessoais.
O individualismo é valorizado na mesma proporção que o imediato e o descartável. Enfim, vivemos uma cultura que celebra a ausência de sentido, o vazio, o temor, a violência e a destruição. Uma sociedade em que perderam o valor a confiança, a esperança, as noções de justiça e a paz.
Nestes tempos sombrios, todos somos vítimas do desequilíbrio que se estabeleceu entre os valores “Femininos” e os “Masculinos”, com a supremacia absoluta destes últimos. Este fato se reflete no caos social e econômico, na devastação da Natureza e nas guerras.
O sujeito contemporâneo vê-se, portanto, confrontado com um enorme desafio: sair em busca de um sentido que seja capaz de preencher seu vazio de identidade e de identificações.
Sair em busca do “Feminino” banido talvez seja, para a humanidade contemporânea, uma derradeira tentativa de sobreviver.
a
Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
Ritmos e efeitos para a comunicação com o público e para envolvê-lo no enredo e na proposta do espetáculo
a
Três vertentes estão envolvidas no método de trabalho corporal do MOTIN: a pré- expressividade; a coleta de vocabulário corporal individual e a construção da dramaturgia corporal do ator em cena.
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A seguir, houve uma grande transformação, e as “Divindades Masculinas” passaram ao lugar hegemônico, dando início ao “Patriarcado”.
Com o advento do Cristianismo, os valores patriarcais assumiram em definitivo o comando social. A partir de então – e progressivamente – o universo “Feminino” foi rejeitado e expurgado do seio das comunidades.
Observa-se em nossa sociedade patriarcal um dinamismo marcado pela valorização exacerbada dos aspectos ligados ao “Masculino” (a objetividade, a percepção, o pensamento, a iniciativa e a luta heróica) em detrimento dos valores “Femininos” (a intuição, o sentimento, a sensibilidade, a criatividade, a receptividade e o esforço paciente).
Como decorrência, vemos a mulher ocidental acabar por assimilar características que escapam à sua essência mais profunda, numa tentativa de se readaptar ao mundo do homem, incorporando seus valores.
As “Deusas” foram renegadas ao porão da vida. Os valores da “Grande Mãe” foram caçados como fossem bruxas que, depois de queimadas, tiveram suas cinzas sopradas ao vento.
Em nossa tradição social judaico-cristã, o exercício e a implantação do domínio patriarcal dá-se, via de regra, através de mecanismos repressivos, à custa de um sofrimento capaz de mutilar a personalidade integral do indivíduo.
Assim, a marca de nossa sociedade é a perda de seu próprio significado. Vivemos uma crise ética sem precedentes, mergulhados que estamos numa cultura desagregadora, excludente e que privilegia a inexistência de vínculos interpessoais.
O individualismo é valorizado na mesma proporção que o imediato e o descartável. Enfim, vivemos uma cultura que celebra a ausência de sentido, o vazio, o temor, a violência e a destruição. Uma sociedade em que perderam o valor a confiança, a esperança, as noções de justiça e a paz.
Nestes tempos sombrios, todos somos vítimas do desequilíbrio que se estabeleceu entre os valores “Femininos” e os “Masculinos”, com a supremacia absoluta destes últimos. Este fato se reflete no caos social e econômico, na devastação da Natureza e nas guerras.
O sujeito contemporâneo vê-se, portanto, confrontado com um enorme desafio: sair em busca de um sentido que seja capaz de preencher seu vazio de identidade e de identificações.
Sair em busca do “Feminino” banido talvez seja, para a humanidade contemporânea, uma derradeira tentativa de sobreviver.
a
Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ritmos e efeitos para a comunicação com o público e para envolvê-lo no enredo e na proposta do espetáculoa
Roberta Viana
Direção Musical
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Três vertentes estão envolvidas no método de trabalho corporal do MOTIN: a pré- expressividade; a coleta de vocabulário corporal individual e a construção da dramaturgia corporal do ator em cena.a
Gisele Jorgetti
Direção Corporal
Direção Corporal
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Ensaios de "Joanas de João" - maio de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
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Ensaios de "Joanas de João" - maio de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
27/04/2010
O PRIMEIRO ATELIÊ, EM POUCAS PALAVRAS
Por Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
Vivenciar o jogo e manter-me permeável. Ainda que ele tome a forma de um comando externo, brutal, alucinante.
Carregar o outro comigo, mesmo quando dele me afasto. Perdê-lo de mim.
Estar com ele para unir forças, por necessidade, ou mesmo apenas para dar e receber segurança. Estar com ele para atingir um alvo, ou por mera cumplicidade. Instinto de sobrevivência.
Dois estavam juntos num buraco escuro, encolhidos. Tinham a certeza de morrer. Por isso – e só por isso – comungaram até o final.
O som das batidas era como o de bombas.
Era preciso esperar o momento certo para resgatar meus companheiros.
Mesmo escondido, senti-me exposto, vulnerável.
Até quando eu luto? Até onde vale a pena lutar?
A batalha é feroz. Todos os companheiros contra um. O grande antagonista não encontra oponentes porque todos permanecemos lutando, mas estamos sós. Um contra todos. Todos são apenas um.
Buscar estar sozinho, ser o único, contra todo o grupo. Por quê?
Perder o foco é o bastante para abandonar o campo, simplesmente. Apenas perder-se do motivo para lutar.
As leis do Pai. Fora.
Seguro. Público. Social. Ordem. Privado. Fachada. Separado. Quadrado. Frio. Asfalto. Desenraizado. Exposto. Prontidão. Competição.
O Matriarcado é dentro.
Descanso. Redondo. Conforto. Resguardado. Terra. Quente. Junto. Caos. Sagrado. Íntimo. Interior. Movimento. Pertencimento. Colaboração.
Estamos certos?!
Mas não decidimos: perigoso. Profano. Repouso. Familiar. Estranho. Desconforto.
Por onde tem vagado Lilith?
O tecido repousa sobre mim. Enrosca-se em mim. Atadura.
Coceira, muita. Minha pele descola-me das carnes no atrito com ela. Quanto alívio retirar-me disso. E quanta desproteção!
Todos sobrevivemos, por fim. Mas não pensávamos que pudesse ser assim. Digo no percurso, quando sequer podíamos abrir os olhos. Estado de choque. Por quê?
O estado é de alerta. De absoluta atenção. Um bicho. Um estado de risco. O que vem de fora me aflige de repente. Encho-me de susto, de impacto, de atenção corporal.
O que a exaustão me traz?
E o que me faz sentir conforto e desconforto: é estar junto? Excessivamente junto?
Ordens externas. Obrigam-me a fazer tantas coisas que não espero, que não quero. Eu não seria capaz de fazer outra escolha, na via contrária das ordens.
Opto por não sofrer: no que meu sofrer poderia afetar meus companheiros?
A despeito de tudo, não fui capaz de fitá-los. Eu, descanso lá dentro: descanso e me alimento. Mas não ergo meus olhos. Encará-los, não. Ou verei companheiros de braços sempre sempre erguidos, em cruz, em sacrifício.
Busquei forças para permanecer com eles, braços sempre, sempre ardendo, erguidos. Venci a prova: tinha o direito de descansar um pouco, baixar meus braços ardidos. Mas não! Então busquei seus olhos. Onde seus olhares que – pensei – me sustentariam na prova?! Burro, burro, burro. E eu, só. Burro. A comida em breve não haveria mais. Vingança,foi o que desejei.
E eu, o pior de todos? E eu, o incapaz de encontrar? Eu precisava encontrar. Eu parti em busca disso: encontrar. Falhar não era opção. Mas eu falhei. Quis cavar um oco e meter-me nele quando não encontrei.
Escolher meu descanso trouxe junto a culpa. Eu não podia sustentá-la. Não conseguia mesmo comer. E tinha fome. Ter poder é muito, muito ruim.
A voz que ordenava era a melhor voz. Dela eu sabia o que esperar.
O outra, não. A outra é a voz que falseia. Ora doce, ora implacável. Voz capaz de trair. De um salto ela se passaria de um lado a outro. Isso é tudo o que sei.
Por onde as certezas que eu trazia dentro de mim?!
Ateliês do MOTIN - 24 e 25 de abril de 2010


a
"A batalha é feroz. Todos os companheiros contra um. O grande antagonista não encontra oponentes porque todos permanecemos lutando, mas estamos sós. Um contra todos. Todos são apenas um.
O estado é de alerta. De absoluta atenção. Um bicho. Um estado de risco. O que vem de fora me aflige de repente.Encho-me de susto, de impacto, de atenção corporal.
Todos sobrevivemos, por fim. Mas não pensávamos que pudesse ser assim. Digo no percurso, quando sequer podíamos abrir os olhos.
Até quando eu luto? Até onde vale a pena lutar?"
a
Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
Diretora do Núcleo MOTIN
a
Ateliês do MOTIN/Núcleo de Produções, dias 24 e 25 de abril de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya e Orlando Faya. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Talita Kissmann e Uanderson Melo.
Ateliês do MOTIN/Núcleo de Produções, dias 24 e 25 de abril de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya e Orlando Faya. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Talita Kissmann e Uanderson Melo.Ateliês do MOTIN - 17 e 18 de abril de 2010
a
"Vivenciar o jogo e manter-me permeável. Ainda que ele tome a forma de um comando externo, brutal, alucinante. Carregar o outro comigo, mesmo quando dele me afasto. Perdê-lo de mim. Dois estavam juntos num buraco escuro, encolhidos. Tinham a certeza de morrer. Por isso - e talvez só por isso - comungaram até o final."
a
Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
Diretora do Núcleo MOTIN
a
Ateliês do MOTIN/Núcleo de Produções, dias 17 e 18 de abril de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya e Gisele Jorgetti. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Késper e Uanderson Melo.
Ateliês do MOTIN/Núcleo de Produções, dias 17 e 18 de abril de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya e Gisele Jorgetti. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Késper e Uanderson Melo.
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