16/09/2010

Agosto em JOANAS DE JOÃO - primeira parte

" Não poder sair me deixa mais chateada do que posso dizer, e me sinto aterrorizada com a possibilidade de nosso esconderijo ser descoberto e sermos mortos a tiros. Esta, claro, é uma possibilidade muito desalentadora.
(...)
Em dias normais nós temos de falar em sussurros; não poder falar nem se mexer é dez vezes pior.
Depois de três dias constantemente sentada, minhas costas estavam duras e doloridas." (Trecho de "O Diário de Anne Frank")(T
recho de "O Diário de Anne Frank

Ensaios de "Joanas de João" - agosto de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper e Talita Kissmann.

Julho em JOANAS DE JOÃO - segunda parte

"Eu gostaria de entrar nua no rio, caso estivesse no sítio de meu pai. Mas estou aqui, entre homens, somos todos soldados. (...) Queríamos que os agressores desembarcassem para o combate em água rasa na margem. E eles vieram aos brados. Traziam armas brancas. Alguns as mordiam com os dentes.
(...)
Pensei outra vez no sítio, na rede em que costumava embalar-me. Ali tudo era cálido, os panos convidavam ao sono.
(...)
Mas uma voz secreta me sopra que também luto por mim. Estou guerreando sim, para libertar Maria Quitéria de Jesus Medeiros da tirania paterna, dos sofridos afazeres domésticos, da vida insossa. Ah, eu combato com água no nível dos peitos, pela libertação da Mulher, pela nova Mulher que deverá surgir" (Hélio Pólvora)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN

Ensaios de "Joanas de João" - julho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper e Talita Kissmann.

14/09/2010

Julho em JOANAS DE JOÃO - primeira parte














"Esconder...onde nos esconderíamos? Na cidade? No campo? Numa casa? Numa cabana? Quando, onde, como...? Eram perguntas que eu não podia fazer, mas que ficavam girando em meu pensamento" (Trecho de "O Diário de Anne Frank")
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ensaios de "Joanas de João" - julho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann.

28/08/2010

O mal-estar e a pós-modernidade

Por Bauman

"Todo tipo de ordem social produz determinadas fantasias dos perigos que lhe ameaçam a identidade. Cada sociedade, porém, gera fantasias elaboradas segundo sua própria medida – segundo a medida do tipo de ordem social que se esforça em ser."

"A sociedade que obtém padrões de comportamento para uma ordem mais estável daqueles seus integrantes que se viram expulsos, ou estão prestes a ser expulsos, de suas posições de produtores, e definidos em vez disso, primordialmente, como consumidores, desencoraja a fundamentação da esperança em ações coletivas. (...) Ao contrário do processo produtivo, o consumo é uma atividade individual. Ele também coloca os indivíduos em campos opostos, em que freqüentemente se atacam."

"Os ‘demônios interiores’ desse tipo de sociedade nascem dos poderes de sedução do mercado consumidor."

"De todos os lugares, por intermédio de todos os meios de comunicação, a mensagem surge forte e clara: não existem modelos, exceto os de apoderar-se de mais, e não existem normas, exceto o imperativo de ‘saber aproveitar as cartas de que se dispõe’. (...) Os jogadores incapazes e indolentes devem ser mantidos fora do jogo. Eles são o refugo do jogo, mas um produto que o jogo não pode parar de sedimentar sem emperrar. Além disso, há outra razão por que o jogo não se beneficiaria em deter a produção de refugo: é necessário mostrar aos que permanecem no jogo as horripilantes cenas (como se lhes diz) da outra única alternativa – a fim de que estejam aptos e dispostos a suportar as agruras e tensões geradas pela vida vivida como jogo.
‘Os excluídos do jogo’ (os consumidores falhos- os consumidores insatisfatórios, aqueles cujos meios não estão à altura dos desejos, e aqueles que recusaram a oportunidade de vencer enquanto participavam do jogo de acordo com as regras oficiais) são exatamente a encarnação dos ‘demônios interiores’ peculiares à vida do consumidor. Seu isolamento em guetos e sua incriminação, a severidade dos padecimentos que lhe são aplicados, a crueldade do destino que lhes é imposto, são – metaforicamente falando – todas as maneiras de exorcizar tais demônios interiores e queimá-los em efígie. As margens incriminadas servem de esgotos para onde os eflúvios inevitáveis, mas excessivos e venenosos, da sedução consumista são canalizados, de modo que as pessoas que conseguem permanecer no jogo do consumismo não se preocupem com o estado da própria saúde"


Contribuição de Gisele Jorgetti

27/08/2010

"O Futuro do Mundo do Homem"

Por J.L. MORENO

“Mas a invenção da bomba nos deu uma excelente lição de quão loucas são as guerras entre os homens e quão instável e insegura é a base de todas as existências humanas. Precisamos uns dos outros, mas continuamos a nos combater uns aos outros.”

“Um sistema da sociedade deve ser realizado para que todas as pessoas lhe pertençam espontaneamente, não apenas ‘por consentimento’, mas como ‘iniciadores’; sem exceção, não 99,9%, mas literalmente e numericamente todas as pessoas vivas.”

Colaboração de Gisele Jorgetti

05/07/2010

Junho em JOANAS DE JOÃO - quarta parte











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"(...) o homem comum tornou-se uma vítima impotente dos mecanismos ocultos de vigilância, do olhar invisível que dissemina a suspeita como técnica de controle social. (...) pode-se, pois, pensar que a escuridão tornou-se o ambiente do contrapoder. A escuridão, inclusive a escuridão onírica, se situa no preâmbulo da insubmissão. E ela se tornou não só a contraluminosidade do sonho, mas estabeleceu também que as sombras constituem o cenário próprio da transgressão no mundo atual, isto é, o cenário do desafio à ordem e ao poder." (José de Souza Martins)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.

28/06/2010

Junho em JOANAS DE JOÃO - terceira parte

"A coragem não é um esforço da inteligência, é um sentimento, assim como o temor; (..)não é, pois, um simples contrapeso do perigo destinado a neutralizar os efeitos deste, mas uma grandeza específica". (Carl Von Clauzewitz)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN



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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.

23/06/2010

Junho em JOANAS DE JOÃO - segunda parte












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"Um espaço, um espaço vazio, indeterminado, sem limites - um silênc
io. Um espaço como uma busca de um fundo, de uma fundação, procura de um fundo de pedras, mas também do lugar das raízes e das origens". (Carmem da Poian)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN













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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.

Junho em JOANAS DE JOÃO - primeira parte

"Em nossa civilização que põe luz em todos os cantos, que põe eletricidade no porão, não se vai mais ao porão segurando vela. O sonhador de porões sabe que as paredes do porão são paredes enterradas, peredes de um lado só, que têm toda a terra do outro lado. E por isso o drama aumenta , e o medo se exagera.
O porão é pois a loucura enterrada, dramas murados". (Carmem da Poian)
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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ensaios de "Joanas de João" - junho de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.

03/06/2010

Tem início os trabalhos de "Joanas de João"

No princípio de tudo, a sociedade era regida por princípios Matriarcais. Foi um período marcado pelo arquétipo da “Grande Mãe”, quando o “Feminino” ocupava uma posição de destaque.
A seguir, houve uma grande transformação, e as “Divindades Masculinas” passaram ao lugar hegemônico, dando início ao “Patriarcado”.
Com o advento do Cristianismo, os valores patriarcais assumiram em definitivo o comando social. A partir de então – e progressivamente – o universo “Feminino” foi rejeitado e expurgado do seio das comunidades.
Observa-se em nossa sociedade patriarcal um dinamismo marcado pela valorização exacerbada dos aspectos ligados ao “Masculino” (a objetividade, a percepção, o pensamento, a iniciativa e a luta heróica) em detrimento dos valores “Femininos” (a intuição, o sentimento, a sensibilidade, a criatividade, a receptividade e o esforço paciente).
Como decorrência, vemos a mulher ocidental acabar por assimilar características que escapam à sua essência mais profunda, numa tentativa de se readaptar ao mundo do homem, incorporando seus valores.
As “Deusas” foram renegadas ao porão da vida. Os valores da “Grande Mãe” foram caçados como fossem bruxas que, depois de queimadas, tiveram suas cinzas sopradas ao vento.
Em nossa tradição social judaico-cristã, o exercício e a implantação do domínio patriarcal dá-se, via de regra, através de mecanismos repressivos, à custa de um sofrimento capaz de mutilar a personalidade integral do indivíduo.
Assim, a marca de nossa sociedade é a perda de seu próprio significado. Vivemos uma crise ética sem precedentes, mergulhados que estamos numa cultura desagregadora, excludente e que privilegia a inexistência de vínculos interpessoais.
O individualismo é valorizado na mesma proporção que o imediato e o descartável. Enfim, vivemos uma cultura que celebra a ausência de sentido, o vazio, o temor, a violência e a destruição. Uma sociedade em que perderam o valor a confiança, a esperança, as noções de justiça e a paz.
Nestes tempos sombrios, todos somos vítimas do desequilíbrio que se estabeleceu entre os valores “Femininos” e os “Masculinos”, com a supremacia absoluta destes últimos. Este fato se reflete no caos social e econômico, na devastação da Natureza e nas guerras.
O sujeito contemporâneo vê-se, portanto, confrontado com um enorme desafio: sair em busca de um sentido que seja capaz de preencher seu vazio de identidade e de identificações.
Sair em busca do “Feminino” banido talvez seja, para a humanidade contemporânea, uma derradeira tentativa de sobreviver.

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Orleyd Faya
Diretora do Núcleo MOTIN
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Ritmos e efeitos para a comunicação com o público e para envolvê-lo no enredo e na proposta do espetáculo
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Roberta Viana
Direção Musical
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Três vertentes estão envolvidas no método de trabalho corporal do MOTIN: a pré- expressividade; a coleta de vocabulário corporal individual e a construção da dramaturgia corporal do ator em cena.
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Gisele Jorgetti
Direção Corporal

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Ensaios de "Joanas de João" - maio de 2010 Local: Espaço 2 de Artes - Sala Linneu Dias - São Paulo. Responsáveis: Orleyd Faya, Gisele Jorgetti, Orlando Faya e Roberta Viana. Produção Geral: Magali Romano Participantes: Alaissa Rodrigues, Bruno Cesar Barbosa, Fernanda Torate, Janete Menezes Rodrigues, Leonardo Fábri, Luciene Óca, Marcus Sioffi, Miriam Oliveira, Natalia Kesper, Talita Kissmann e Uanderson Melo.